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Cara de Sapato analisa UFC Rio e futuro de Marcus Buchecha no Jiu-Jitsu e no MMA June 13 2017

Buchecha e Cara de Sapato após fecharem o absoluto faixa-preta no Pan em 2012. Foto: Arquivos GRACIEMAG

Atleta de MMA em rápida ascensão nos pesos médios do UFC, Antônio Cara de Sapato é um velho conhecido de GRACIEMAG. Antes de se aventurar com sucesso no esporte de luvas, o casca-grossa nordestino defendia a bandeira da equipe Checkmat em torneios de kimono mundo a fora. Ex-companheiro de treinos de Marcus Bucheha, a fera conversou conosco e comentou a campanha do amigo e como vê os próximos passos da estrela dos tatames.

A conversa se misturou entre análises do Jiu-Jitsu e do MMA. Sempre bem informado sobre os dois mundos, Cara de Sapato conseguiu vislumbrar mais dias de glória para Buchecha na arte suave, e falou também de sua escalada no UFC. Se tem vontade de voltar ao Jiu-Jitsu? Bem, se o retorno acontecer um dia, ele já sabe quem desejaria enfrentar.

Confira o papo!

GRACIEMAG.com: Você e Buchecha costumavam fechar absolutos para a Checkmat. Como você vê o sucesso do amigo nos tatames hoje em dia?

Cara de Sapato: Bom demais ver como o Buchecha está brilhando nos tatames. Um grande fenômeno do esporte. Venceu o absoluto faixa-preta cinco vezes, bateu o próprio recorde dele que era de quatro títulos. Ele é mesmo o maior de todos os tempos, fazendo história no Jiu-Jitsu. Maior orgulho de ter treinado junto dele e ter ele como amigo.

E quanto ao Cara de Sapato? Tem mantido firme os treinos de kimono ou os específicos sem pano tomaram conta da rotina do agora atleta de MMA?

Quando estou de férias eu gosto muito de treinar de kimono. Durante os camps fica mais complicado, por conta dos treinos de trocação e wrestling. Mas sempre que posso e estou fora de camp eu boto o kimono para dar uma suada. Estava no Rio de Janeiro e treinei com os amigos Thales Leites e Igor Silva, por exemplo. Gosto muito de treinar de pano e praticar minhas pegadas, quando estou de férias.

Você sente saudade de competir quando vê um Mundial pegando fogo na Califórnia? Qual atleta da atualidade você acha que faria um lutão contra você?

Sempre dá. Vejo o pessoal lutando e bate uma nostalgia. Estar na Pirâmide e ter a equipe toda reunida, torcendo por você, é muito legal. Quem eu enfrentaria? O Buchecha, lógico! Ele ia me bater muito hoje em dia, mas com certeza gostaria de enfrentar ele numa disputa de kimono, por ser o cara do momento.

Um detalhe interessante é que hoje o Buchecha está entre os melhores, e você está em ascensão no UFC. Será este um sinal de que no MMA o caminho para o sucesso é mais espinhoso do que no Jiu-Jitsu?

Não acho que seja mais espinhoso. Eu já era faixa-preta de Jiu-Jitsu mas cheguei ao MMA como iniciante. Até mesmo no UFC, eu entrei com três lutas no cartel apenas, por conta do reality show do “TUF”, então sinto que amadureci dentro da organização, entre os melhores. Desafiei o Derek Brunson e ele aceitou. Vamos esperar o Ultimate marcar esta luta porque eu quero chegar logo nas cabeças.

O Buchecha disse, recentemente, que não está mais com planos tão imediatos de migrar para o MMA. Você acha que ele está certo em adiar a transição ou deveria apertar o passo para ter melhor aproveitamento de luvinhas?

Acho que a mudança tem de ser natural, o atleta deve ter vontade de mudar. Se ele está bem no Jiu-Jitsu e quer esperar mais um pouco, é porque não está com essa vontade tão forte. Ele precisa ter certeza total para migrar. Se ainda não tem, o melhor é esperar. Mas quando quiser, que ele saiba que tem um amigo aqui para auxiliar nos treinos e ajudar ele a ter tanto sucesso no MMA quanto tem no Jiu-Jitsu.


Rafaela Silva conquista medalha de ouro na Rio 2016; veja como foi August 08 2016

Rafaela é a primeira atleta do judô brasileiro a conquistar o ouro olímpico. Foto: Reprodução/Twitter

Rafaela é a primeira atleta do judô brasileiro a conquistar o ouro olímpico. Foto: Reprodução/Twitter

Dia histórico para o Brasil no judô, arte irmã do nosso amado Jiu-Jitsu. Faixa-preta casca-grossa nas quedas e no solo, Rafaela Silva conquistou a tão sonhada medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, na disputa que rolou nesta segunda-feira, dia 8.

Depois de passar por grandes emoções na escalada ao título até 57kg, Rafa, que é nascida e criada na comunidade da Cidade de Deus, venceu Sumiya Dorjsuren, da Mongólia, com um wazari, para garantir a medalha dourada na finalíssima.

A campanha foi grandiosa para a pupila de Flávio Canto, fruto de seu projeto na Rocinha, o Instituto Reação. Rafa primeiro bateu Miryan Roper, da Alemanha, com dois wazari. Depois, a coreana Jandi Kim e a húngara Hedvig Karakas foram enfileiradas também por wazari, no tempo regulamentar.

Nas semifinal, Rafaela teve o duelo mais complicado. Após passar o tempo regulamentar de quatro minutos sem conseguir pontuar, seu duelo contra Corina Caprioriu foi ao Golden Score, no qual o tempo passa a ser ilimitado, mas qualquer pontuação define o vencedor.

Em uma manobra arriscada, Rafaela tentou a queda e Corina segurou firme a brasileira. Porém, numa jogada de craque, a faixa-preta projetou a adversária ao solo, para pontuar com um wazari e vencer a disputa.

Já na final, contra a mongol Sumiya Dorjsuren, Rafaela fez uma dura luta. Sumiya, primeira do ranking mundial e muito forte para sua altura, mostrou raça no duelo. Contudo, em uma queda espetacular com projeção cirúrgica, Rafaela conseguiu colar uma das omoplatas de Sumiya no solo, para contabilizar mais um wazari na campanha e garantir o ouro olímpico para o Brasil, primeiro do país na modalidade. Parabéns, Rafa!


Luta mista do Shooto é ação contra violência doméstica do Disque Denúncia December 20 2013

Banner com Dedé, revelando a verdade sobre o combate misto. Foto: Reprodução

Banner com Dedé, revelando a verdade sobre o combate misto. Foto: Reprodução

O combate entre Emerson Falcão e Juliana Velasquez não vai acontecer. Todo o projeto do combate misto  de MMA não passava de uma campanha formulada por Dedé Pederneiras juntamente com o Disque Denúncia.

Por meio das redes sociais, Dedé divulgou um banner revelando a ação, e completou com a seguinte declaração:

“Vocês sabiam que a cada 90 minutos uma mulher morre vitima de agressão masculina? Não? Nem eu, até decidir fazer essa campanha”, disse Dedé em sua conta no twitter.

As opiniões ficaram divididas nas mídias após a revelação de Dedé. Uns apoiaram a ação do líder da Nova União, outros disseram que foi mal planejado, e alguns até afirmam que Dedé, após a má repercussão do caso, decidiu apagar o incêndio forjando a campanha.

E você, leitor, o que achou da ação de marketing de Dedé Pederneiras com o Disque Denúncia? Comente!
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