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A voz do mestre: o faixa-vermelha Robson Gracie e o poder do Jiu-Jitsu November 03 2014

Patriarca: Robson é hoje o Gracie vivo com mais idade. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG

Patriarca: Robson é hoje o Gracie vivo com mais idade. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG

Em mais uma aula de puro Jiu-Jitsu, GRACIEMAG compila hoje lições publicadas na edição número #191, em uma entrevista com o patriarca Robson Gracie, feita por telefone.

O Gracie, hoje com 78 anos, leva na cintura a imponente faixa-vermelha, além de anos de vivência com a arte suave como norte em suas ações.

O filho do grande mestre Carlos Gracie passou dicas valiosas para a evolução do amante de Jiu-Jitsu, seja competidor ou não. Confira:

A essência do Jiu-Jitsu

“O Jiu-Jitsu é uma arte espiritual. A mensagem do Jiu-Jitsu foi primeiramente captada por monges e seres elevados, como foi o visionário grande mestre Carlos Gracie. Se você treina, entende isso facilmente. Meu pai, Carlos, sentava para conversar com você e tinha o poder de ver um filme, com toda a vida do sujeito diante de seus olhos. É uma força divina.”

A missão do lutador

“O Jiu-Jitsu ensina o covarde a ser valente, e os seres abjetos a se tornarem humanos. Uma pegada no kimono ou um estrangulamento tem um poder extrassensorial tão grande que até um senhor magrinho consegue fazer. Não importa se o oponente for mais forte, vai funcionar.”

Jiu-Jitsu contra a depressão

“O Jiu-Jitsu é capaz de transformar o fracassado. Certa vez encontrei um velho amigo, e este me disse que eu era responsável pela vida dele, pois depois de tantos sufocos no treino, ele acabou sufocado pela vida e pensou até em se matar. Então ele lembrou das lições do Jiu-Jitsu para manter a calma e se levantar novamente.”

História e eficiência da arte suave

“O dia mais feliz da minha vida foi quando Carlos Gracie, ainda jovem, pulou um muro para pegar uma manga e um cachorrão veio atacá-lo. Sem alternativa, ele encarou a fera, aplicou um mata-leão, apagou o bicho e entendeu tudo. Foi ali onde tudo começou.”


A Voz do Mestre: Zé Beleza e as “escolas” de Jiu-Jitsu September 19 2014

Ze Beleza demonstra defesa pessoal na festa de fim de ano em 2013

Ze Beleza demonstra defesa pessoal para seu jovem faixa-branca. Foto: Arquivo Pessoal

Nada mais comum do que um atleta se interessar no Jiu-Jitsu e procurar uma academia. Na visão do professor José Henrique Leão Teixeira, o “Zé Beleza”, experiente faixa-preta professor da arte, o atleta deve conviver não numa academia, e sim numa escola de Jiu-Jitsu.

Na coluna “A voz do mestre” de hoje, bebemos da GRACIEMAG #193, na qual Zé explica como transformar a simples academia em um templo de conhecimento da arte suave. Escute as dicas do mestre e tenha sempre o melhor dos seus professores e alunos:

Planeje, organize e ensine com qualidade

“Dou aulas de Jiu-Jitsu há mais de 20 anos. Tenho bastante experiencia para passar aos professores mais novos, e daí surgiu a ideia de fazer um curso que ensine a ensinar. Planejamento, organização e qualidade no ensino são essenciais para dar aulas de qualquer disciplina, e levar isso para o Jiu-Jitsu ajuda no crescimento do esporte.”

Jiu-Jitsu não é um produto

“Ensinar Jiu-Jitsu não é como vender um produto. Estamos falando de uma arte marcial, no qual se treina e educa os alunos. A escola deve crescer com a qualidade do professor.”

Motive seus alunos a treinar

“Nós criamos um ranking interno para incentivar os alunos que ainda não competem. Isso ajuda a estimular os treinos. O sistema de avaliação estimula também a disciplina e determinação. Entre as crianças é ótimo para motiva-las.”

Jiu-Jitsu como luta e não recreação

“Vejo muitos professores ensinando crianças no estilo “recreação”. Na minha aula, os pequenos aprendem em torno de 15 movimentos de Jiu-Jitsu e auto-defesa. Sempre na brincadeira, mas com um objetivo. No fim, todos fazem o movimento de luta. O segredo é inserir algo útil na brincadeira.”


A voz do mestre: a aula de sangue nos olhos de Wallid Ismail September 11 2014

Wallid após vitória no Japão. Foto: Susumu Nagao.

Wallid após vitória no Japão. Foto: Susumu Nagao.

GRACIEMAG possui em seus arquivos inúmeras dicas valiosas para fazer o seu treino de Jiu-Jitsu ainda melhor. Em ritmo de comemoração aos 20 anos do primeiro trabalho editorial da sua revista de Jiu-Jitsu, começa hoje a coluna “A voz do mestre”, com conselhos de quem fez história na arte.

No nosso primeiro apanhado, revisitamos a edição comemorativa de número #200 de GRACIEMAG, com a aula de sangue nos olhos de Wallid Ismail.

Sinônimo de Jiu-Jitsu nos anos 90, Wallid era conhecido por seu estilo agressivo e sua pressão nos tatames. Com características muito próprias, dentro e fora dos combates, o faixa-preta de Carlson Gracie tornou-se um ícone do nosso esporte.

Confira abaixo cinco dicas de Wallid para fazer do seu jogo por cima um verdadeiro rolo compressor:

Persevere nos treinos

“Tive de treinar muito e ter muita raça, porque nunca fui muito habilidoso. Eu ganhava na disposição. Agora, ninguém treinava mais do que eu – e olha que na academia Carlson Gracie tinha muitos atletas duros.”

Transforme desvantagens em vantagens

“Como eu tinha perna curta, e não era flexível, eu jogava na pressão, na raça, e passava a guarda de todo mundo. Nunca me senti confortável fazendo guarda, então eu me adaptei. Ganhava as lutas passando. Já se eu precisasse jogar de guardeiro, eu virava de quatro apoios e rolava para levar o oponente para baixo; assim eu podia continuar no ritmo de passador. ”

Não descanse por cima

“Minha receita era não parar nenhum segundo: corria para um lado e para o outro, fazia pressão, jogava as pernas do oponente para os lados. Eu tinha que passar porque não era bom de guarda. Era um ritmo frenético. O passador não pode parar.”

Controle a alimentação

“Há 30 anos vivo na dieta. E na minha época de lutador eu competia muito pesado, então sempre gostei de trabalhar com proteína. Fui um dos primeiros atletas no Brasil a fazer alimentação ortomolecular. Sempre gostei de suplementação.”

Dedicação em tudo

“Dediquem-se até o limite, mas tome cuidado com o overtraining. O treino é o segredo do campeão. Treino e dedicação. Devo meu sucesso no Jiu-Jitsu ao meu ímpeto de treinar cada vez mais. Sou a prova viva de que força de vontade supera habilidade. O único problema é pegar alguém com habilidade e força de vontade. Mas no fim a garra sempre vai superar a habilidade.”

E você, leitor, o que achou da nossa lista? De qual o mestre você gostaria de receber dicas para seus treinos? Comente conosco!

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