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GMI: O que uma academia de Jiu-Jitsu deve ter para ser perfeita para os alunos? March 14 2017

A academia Art of Jiu-Jitsu liderada pelos Mendes. Foto: Owen Francis

A academia Art of Jiu-Jitsu liderada pelos Mendes. Foto: Owen Francis Photography/Divulgação.

O que uma escola deve oferecer aos alunos para ser considerada ideal? No Jiu-Jitsu, há muitos aspectos que fazem de uma academia um sucesso de público e de crítica. Por exemplo?

Instrutores competentes. Horários especiais voltados para crianças. Espaço amplo e confortável. Higiene impecável para a saúde dos praticantes. Etc etc. Quando a academia forma então campeões mundiais no esporte, alcança um destaque ainda maior, pois atrai os olhos da mídia.

Para os irmãos Rafael e Guilherme Mendes, que comandam a bem falada Art of Jiu-Jitsu, em Costa Mesa, Califórnia, o segredo do sucesso passa por um mandamento: atenção aos detalhes.

No dojô dos irmãos Mendes, que volta e meia recebe convidados como Kelly Slater e campeões de MMA, a organização recebe um olhar especial, e quem ganha com isso é o novo aluno.

Em edição recente de GRACIEMAG, Rafael Mendes detalhou como funciona sua academia na Califórnia. O pentacampeão mundial se aprofundou em itens como gerenciamento e quais são esses detalhes que eles nnao perdem de vista diariamente.

Confira os aspectos destacados por Rafa:

. Organização da academia de Jiu-Jitsu:

“Somente a organização traz todos os benefícios necessários para uma academia, ou melhor, uma empresa, se destacar no mercado. Procure organizar desde o menor dos detalhes até os mais importantes”.

. Limpeza:

“Temos uma pessoa trabalhando na limpeza e manutenção da academia o dia inteiro, e não apenas no fim ou início de expediente. Com isso, a academia está sempre limpa. Se alguma criança derrama um líquido no chão, imediatamente já tem alguém limpando; assim que a aula acaba, a pessoa responsável pela limpeza entra no tatame e limpa para a próxima turma. E, quando os alunos acabam de tomar banho, esta pessoa organiza e limpa o vestiário. Se algo quebra, é arrumado imediatamente. A academia está sempre nova, tudo está sempre novo, nada fica velho, nada fica quebrado”.

. Segurança dos alunos:

“Contratamos uma pessoa responsável pelo estacionamento, para ajudar as pessoas a encontrar vaga e estacionar. Mas esta pessoa também está lá para ter certeza de que as crianças vão em segurança do estacionamento até a porta da academia”.

. Variedade de serviços na academia:

“Temos duas pessoas trabalhando no setor de vendas. São vendas de produtos, de matrículas, de aulas particulares, de serviços especiais como lavanderia, festas de aniversário na AOJ, camps de treinamento para crianças e adultos e diversos serviços”.

. Jiu-Jitsu e gerência:

“Temos um gerente da academia responsável em controlar e organizar todos os outros funcionários. Sua função é se certificar de que tudo ocorra 100% como programado todos os dias. Se algo dá errado ou aparece um problema, nosso gerente rapidamente busca resolver a situação. Ele não só comanda o time de vendas, como também controla todos os outros funcionários, desde a limpeza, estacionamento até os instrutores e professores”.

. Aulas de Jiu-Jitsu

“Hoje contamos com dez instrutores (coaches) e quatro professores faixas-pretas trabalhando o dia todo, nas 15 aulas que damos diariamente. Destas, oito aulas são para crianças. Entre crianças e adultos, são mais de 80 aulas por semana, começando 5h30 da manhã e terminando às 22h”.

. Marketing da academia:

“Temos três pessoas que se dedicam exclusivamente ao departamento de arte, criando novas campanhas de marketing e desenhando novos produtos. Além disso, trabalham na produção e edição de fotos e vídeos de alta qualidade para as redes sociais, como instagram, facebook, twitter. Os vídeos também abastecem o nosso site, no qual temos um sistema de treinamento online – todos os dias filmamos as aulas e postamos no website, assim pessoas do mundo todo podem fazer parte da AOJ, podem ver o que fazemos aqui e a maneira como ensinamos. A partir dessa ferramenta, alunos e também professores podem seguir nosso método de ensino”.

. Currículo e reuniões:

“Todo mês temos reuniões com instrutores e professores, nas quais atualizamos o currículo de cada aula. Conversamos sobre o que está funcionando em cada aula e também o que não está – tudo o que funciona nós atualizamos, fazemos melhor, adaptamos para o melhor aproveitamento e aprendizado. O que não funciona é cancelado”.

. Protocolos para o ensino de Jiu-Jitsu:

“Cada classe tem seu método e seu sistema – não somente um sistema para coordenar a aula, mas também um protocolo para cada situação inesperada, como uma criança que está chorando ou alguém que não está se sentindo bem etc. Assim estamos sempre preparados para cada situação. Temos um código de conduta, um sistema em que todos os funcionários da academia estão em sintonia”.

 

**** E a sua academia, que novidades e benefícios ela apresenta? Para divulgá-los entre nossos leitores, entre para o time GMI, aqui.


10 dicas para montar seu projeto social, com Luciano Ribeiro (Gurizada/Alliance) July 13 2016

Projeto Gurizada em Porto Alegre: referencia no Jiu Jitsu Foto Divulgacao

Projeto Gurizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul: referência graças ao bom trabalho de Luciano Ribeiro. Foto: Divulgação

A pedido da equipe GRACIEMAG, Luciano Ribeiro, o bravo fundador do Projeto Social Gurizada/Alliance Mário Reis em Porto Alegre, enumera a seguir os dez principais passos para quem sonha em treinar crianças de áreas carentes. Aprenda, a seguir, com nosso GMI, um dos mais novos adeptos do programa GRACIEMAG Indica! Fala, Luciano:

1. Espaço. O primeiro passo para montar um projeto social é buscar um espaço. Muitas academias não estão dispostas a ceder o local em função da inexistência de renda. A dica é buscar um local junto a associações, escolas ou ONGs, instituições geralmente receptivas a esse tipo de trabalho, e que ainda podem gerar benefícios ao seu projeto.

2. Área de luta. Geralmente as academias substituem os antigos tatames rasgados ou estragados por novos, e se alegram em doá-los, até para desocupar o espaço. Distribuidoras ou fábricas, às vezes, doam ou vendem com valores acessíveis as peças que estão fora do padrão. Caso opte por montar tatame de lona, é fácil conseguir as raspas em empresas de recapagem e pneu, fábricas e borracharias. Lonas são sempre doadas por empresas de transporte que descartam as rasgadas.

3. Kimonos. Os trajes geralmente são a parte fácil do projeto, pois você certamente terá companheiros de treino que possuem kimonos que não utilizam mais, e vão adorar colaborar. Algumas fábricas, após acompanhar o desempenho do projeto, fornecem kimonos infantis como forma de patrocínio, mas isso vem com os resultados em campeonatos.

4. Jovens. Gosto de me referir às crianças como atletas, pois deixa o trabalho mais sério e profissional. Os primeiros atletas geralmente são familiares de praticantes de Jiu-Jitsu. É legal com o tempo ir buscar crianças em escolas próximas e em associações. Aqui em Porto Alegre buscamos crianças abrigadas em entidades do governo, afinal essas possuem geralmente energia e disposição para gastar nos tatames.

5. Legislação. Para conseguir benefícios do governo é necessário que o projeto seja legalizado. A forma mais comum é criar uma associação ou uma ONG, e a partir daí se cadastrar junto a prefeituras e secretarias de esporte. Mesmo com todas as formalidades cumpridas, não é tão fácil receber apoio de órgãos públicos, pois a burocracia atrasa muito as ajudas governamentais. É o que leva os professores a desistir no meio do caminho.

6. Seriedade. Procure manter desde o início o máximo de seriedade. Algumas decisões são importante para que seu trabalho ganhe força, como manter-se afastado de padrinhos políticos – pode ser que isso não seja bem visto aos olhos das pessoas que realmente querem ajudar, principalmente quando envolver valores. Manter proximidade com os familiares dos atletas é fundamental, pois há sempre campeonatos em outros estados, e os familiares precisam possuir confiança no seu trabalho. Tenha sempre a mente aberta para solucionar os obstáculos que venham a aparecer.

7. Faixa etária: Escolha uma faixa etária para ensinar. No Projeto Social Gurizada trabalhamos com jovens de 4 a 18 anos. Aconselho, com o tempo, a separar o treino em três níveis: iniciante, intermediário e competidor. Conheço bons projetos que separam por idade, ministrando turmas em horários diferentes.

8. Campeonatos. Torneios são fundamentais como sistema motivacional para as crianças, mas muitas vezes são caros, e poucos dão abatimento na inscrição. Não se deixe desistir por esses entraves, inicie com campeonatos regionais, nos quais organizadores disponibilizam vagas para projetos sociais. Não esqueça que o campeonato é termômetro do seu trabalho. Mostre a seus pupilos os frutos do Jiu-Jitsu, e incentive-os a sonhar, mostrando a trajetória dos grandes campeões profissionais.

9. Patrocínio. Não inicie o projeto pensando nisso. Às vezes pequenas empresas ajudam com pequenas doações, mas não chegam a possibilitar o crescimento do trabalho. A forma mais fácil de conseguir apoio é com seriedade e resultados, ninguém tem interesse em investir num projeto que não está presente em competições, muito menos em crianças – geralmente escolhem atletas de ponta. Por isso a necessidade de estar nos campeonatos e ir aparecendo aos poucos.

10. Não desista. Você sempre vai encontrar dificuldades, mas persista, pois o trabalho é recompensador. É normal ver talentos se perderem, enquanto outros vão se transformar para sempre graças ao Jiu-Jitsu. Continue competindo para servir como exemplo, e busque constantemente a evolução para manter seus alunos atualizados. Não se deixa levar pelo orgulho e muito menos por tentações. Mantenha boas relações com outros projetos e equipes, que unidas são mais fortes. Em países desenvolvidos, o investimento inicia-se nas bases, por isso tenha certeza que com os anos seu projeto terá uma base competitiva. Por fim, jamais pense em desistir!

E você, tem ou conhece um projeto social bacana ligado ao Jiu-Jitsu?


O treinador Rodrigo Cavaca, o atleta Buchecha e a arte de “entrar na mente do lutador” April 28 2016

Rodrigo Cavaca abraca Marcus Buchecha apos vitoria do pupilo no Mundial 2013 da IBJJF Foto Divulgacao

Rodrigo Cavaca abraça Marcus Buchecha após vitória do pupilo no Mundial 2013, na Califórnia. Foto: Divulgação

Na edição #230 de GRACIEMAG, exposta nas melhores bancas de revista do país, o treinador e competidor Rodrigo Cavaca, da escola Zenith BJJ, apresenta suas principais ideias sobre como trabalhar com eficiência a mente de quem pratica artes marciais.

O entrevistado do mês recorda como uma boa sintonia entre técnico e atleta deve ser trabalhada, e relembra alguns casos vitoriosos, como o de seu aluno Marcus Buchecha, tricampeão mundial absoluto conhecido por sua frieza, paciência e um ouvido ligadíssimo no córner.

Num dos trechos da entrevista de Cavaca, o campeão mundial em 2010 (ele fechou em 2013 também) detalha que a arte de entrar na mente do atleta nasce de uma simbiose entre mestre e aluno, e que é preciso que a confiança entre eles seja uma via de mão dupla. O professor que ensina em Santos, SP, detalha na página 18 de GRACIEMAG como ele procura instruir seus lutadores, municiando cada atleta com informações curtas e precisas:

“O técnico deve transmitir confiança e ao mesmo tempo passar calma para seu atleta, saber a hora de acelerar a luta e fazer o atleta diminuir a intensidade na hora certa, isso tudo usando palavras técnicas e sensatas. Não adianta gritar: ‘Passa a guarda! Monta!’. Isso é grito de torcida, pois é óbvio que o cara quer passar a guarda, isso ele sabe, está tentando fazer a luta inteira mas não consegue, para que o treinador continuar insistindo em falar isso?”, diz Cavaca, antes de completar: “O técnico tem de transmitir em uma fração de segundos a orientação de como o atleta vai conseguir a passagem de guarda, que pegada fazer, por exemplo.”

Para aprender mais com Rodrigo Cavaca, um dos atletas inscritos no Brasileiro da CBJJ que está rolando em Barueri, vá até a banca de revistas mais próxima e garanta sua GRACIEMAG.

>>>> Dica: se preferir acessá-la do celular ou do computador, garanta já sua GRACIEMAG Digital: clique aqui para saber mais.

Relembre Buchecha x Rodolfo Vieira no Mundial 2012:


GMI: A arte de graduar de surpresa, com o professor Matheus Zimmermann January 11 2016

Matheus Zimmermann e o sobrinho Pietro

Matheus Zimmermann e o sobrinho Pietro após treininho na Top Brother.

O professor Matheus Zimmermann, nosso GMI na escola Top Brother, não resistiu ao ver o aluno, e sobrinho, evoluindo bonito nos treininhos de Jiu-Jitsu.

O faixa-preta, que ensina no Sul do Brasil, quis fazer uma condecoração diferente no fim do ano, e deu a nova faixa-cinza do pequeno Pietro no meio do rola. Teste prático é isso!

“Fiquei muito feliz e orgulhoso por ter graduado o meu novo faixa-cinza no meio do rola, sem ele perceber”, disse Matheus.

“Ah, para!”, foram as palavras do aluninho, ao perceber a magia. Magia nada, é Jiu-Jitsu!

Confira o vídeo!


Professor Zé Beleza celebra festa e comenta a difícil arte de graduar um aluno December 24 2015

Professor Leão Teixeira gradua aluno na Escola Americana, em sua festa de fim de ano. Fotos: Kazuo Yokohama/Divulgação.

Professor Leão Teixeira gradua aluno na Escola Americana, em sua festa de fim de ano. Fotos: Kazuo Yokohama/Divulgação.

O professor José Henrique Leão Teixeira, nosso GMI na Gávea, Rio de Janeiro, celebrou neste fim de 2015 mais uma temporada de muito trabalho, muitos alunos e grandes progressos em sua equipe, a Escola de Jiu-Jitsu Leão Teixeira.

A festa de fim de ano foi organizada na Escola Americana do Rio de Janeiro, e reuniu cerca de 420 alunos, de 3 anos até a categoria adulto. Eram tantos praticantes que os grupos foram divididos em faixas etárias, em quatro horários diferentes. Além da nova graduação para alguns, houve o Torneio Interno de Congraçamento entre todas as unidades da EJJLT, localizadas na Gávea, Barra da Tijuca e São Conrado. Além das medalhas, faixas novas e diplomas, foram entregues kits oferecidos pelas tradicionais Casas Granado.

José Henrique, o popular Zé Beleza, organiza também o evento Dojjo Confere, que terá mais uma edição no dia 9 de janeiro. Depois disso, nos dias 16 e 17, o professor Leão Teixeira realiza mais um de seus cursos para especialização em treinamento de Jiu-Jitsu infantil. Interessados devem buscar mais informações no site JiuJitsuEscola.com ou no email contato@jiujitsuescola.com.

Aproveitamos a grande festa para investigar com o professor sobre os mistérios e peculiaridades ao se graduar um aluno no Jiu-Jitsu, ainda mais em tantas faixas etárias diferentes.

Alunos da escola Leão Teixeira no torneio interno de fim de ano.

Alunos da escola Leão Teixeira no torneio interno de fim de ano, na Gávea.

Zé Beleza conversou longamente sobre o tema, e dividimos os melhores ensinamentos a seguir, em tópicos.

1. “O critério principal para nós na Escola de Jiu-Jitsu é o aluno ter aprendido as posições básicas de cada fundamento exigido no programa. Cada faixa, claro, tem seus requisitos. Tudo dentro do treinamento de defesa pessoal e Jiu-Jitsu esportivo”, explica.

2. “Nossa avaliação, sempre criteriosa, é ajudada por um ranking interno que computa pontos e soma com a presença e assiduidade do aluno. É um sistema para todos os praticantes, de 3 anos para cima. Há ainda uma avaliação prática para os pequenos realizada no meio do ano na presença dos pais, desafios do ranking realizados durante as aula e exames técnicos no mês de outubro. No fim do ano, todos os pais e alunos adultos recebem uma pasta com as regras de graduação de cada faixa, diplomas e uma avaliação individual de cada aluno, feita pelos professores. Assim os pais podem avaliar todos os resultados dos alunos ao longo do ano e entender as características e desafios individuais da criança”, acrescenta Leão Teixeira.

3. “O grande mestre Helio Gracie já repetia: não existe mau aluno, existe o mau professor. Entendemos que alunos que não evoluem tecnicamente não o fazem por falta de jeito ou de vontade, mas sim por uma certa falta de atenção dos mestres. É duro ser professor de Jiu-Jitsu de fato, daqueles que ficam de olho em todos os treinos, que passam pelo meio do dojô apontando as falhas individuais. Mas é a boa didática, o modo atencioso de ensinar, que vai facilitar a graduação no futuro”, resume.

4. “A graduação, a nova faixa, não pode ser vista como um presente. Ela é uma responsabilidade para o aluno. Quando você dá uma nova faixa, ou um quarto grau para um faixa-roxa, por exemplo, o professor está claramente sinalizando um novo patamar para o aluno. Um quarto grau pode significar: sua hora de treinar com os mais duros está chegando, dedique-se um pouco mais para fazer frente aos mais graduados. Uma nova faixa é sinal de que ele vai precisar aguentar mais pressão, e tem gente que nem quer isso, quer ficar na zona de conforto. Já vi muitos casos assim, como aqueles faixas-roxas que gostam de ficar ali apertando os marrons sem muita responsabilidade. Mas cabe ao mestre fazer o aluno subir o degrau, sair da zona de conforto mental dele, e buscar novas técnicas, novas opções de posições, novas formas de se defender”.

5. “Existem muitos e muitos alunos que vão se graduando, vão avançando, mas demoram a ganhar a faixa-preta no fim. Isso ocorre pelas mais variadas razões, mas um aspecto que o professor deve reparar é que muitas vezes isso decorre de falhas anteriores de didática e ensino. Por exemplo: o cara é duro, assíduo, bom caráter, mas na hora de treinar determinada posição manteve um vício e desenvolve o golpe de forma errada. Esses pequenos vícios vão se acumulando, e quando ele chega à faixa-marrom são complicados de ajustar, e ficam mais evidentes. O ideal é corrigir o problema na raiz. E o melhor jeito é parar o treino de qualquer aluno, e apontar a falha na hora, ensinando. Digo algo como ‘Parou, vamos voltar essa posição. Deu certo mas não é assim que você deve fazer, pois faltou fazer este movimento básico aqui, e num nível superior de Jiu-Jitsu isso provavelmente não vai funcionar e vai trazer problemas para o seu jogo’”.

E você amigo, leitor? Conquistou nova graduação neste fim de ano? Comente com a gente.

A molecada se divertiu e ainda levou presentes na festa de graduação de Zé Beleza, em 2015.

A molecada se divertiu e ainda levou presentes na festa de graduação de Zé Beleza, em 2015.


GMI: Bê Faria revela uma das grandes lições que aprendeu na BTT Juiz de Fora December 16 2015

Bê Faria comemora mais um título. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Bê Faria comemora mais um título. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Hoje radicado em Nova York, o atual campeão mundial absoluto Bernardo Faria não esquece suas raízes em Juiz de Fora, Minas Gerais. Em depoimento tocante e emocionado no finzinho, o faixa-preta, eleito por GRACIEMAG (nas bancas) o melhor competidor da temporada, deixa clara sua gratidão por seu professor Ricardo Marques, nosso GMI na BTT Juiz de Fora.

“Nenhuma história vitoriosa vai longe sem um bom começo”, explica Bê, que pegou todas as faixas com o professor Ricardo antes de integrar o esquadrão da Alliance. “Foi na BTT Juiz de Fora que aprendi uma das lições principais do Jiu-Jitsu: sonhar. E não só sonhar, mas alimentar o sonho e ter pessoas que inventivem esse sonho. E o Ricardo foi o cara que sempre alimentou isso, botou lenha no meu sonho”.

Confira as palavras e as lágrimas de Bê Faria:


GRACIEMAG Indica: 10 fundamentos que todo professor tem de saber March 18 2015

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Para marcar o lançamento de nosso novo projeto GRACIEMAG Indica, em parceria com alguns dos mais experientes e reputados professores de Jiu-Jitsu do país, oferecemos aos mestres e leitores em geral um artigo especial, com os dez fundamentos que um professor de Jiu-Jitsu tem que saber.

1. COMO MOTIVAR O ALUNO

O faixa-coral Carlos Gracie Jr. ensina: “A missão do professor de Jiu-Jitsu é desenvolver a capacidade de motivar o aluno a realizar os próprios sonhos. Para alcançar esse objetivo, o professor deve se utilizar de todas as ferramentas que o Jiu-Jitsu oferece”.

O também faixa-coral Rickson Gracie segue a linha de pensamento de Carlinhos e dá um exemplo prático: “A primeira coisa que tento descobrir são os interesses e as paixões do aluno. Isso vai ser o ponto central do meu trabalho em cima do atleta. Se a ideia dele é ganhar um título mundial, esse vai ser meu sistema motivacional em volta dele, é isso que vou frisar e lembrá-lo a todo instante. Claro, essa tensão motivacional depende de um bom entrosamento entre professor e aluno”.

2. COMO MOTIVAR A SI MESMO

Este tópico está muito ligado ao que Carlos Gracie Jr. considera ser a verdadeira essência do Jiu-Jitsu: o autoconhecimento. “Isso é o que há de mais difícil para se ensinar e para se aprender no Jiu-Jitsu, engana-se quem pensa que são as técnicas de luta. Com o aprofundamento da arte, você começa a perceber que tem algo mais e esse algo mais é o conhecimento próprio”. O professor de Jiu-Jitsu tem que ser capaz de fazer uma investigação íntima e revelar para si mesmo o caminho que deve tomar para alcançar uma vida mais plena, feliz e, sobretudo, vigorosa. É importante, portanto, questionar-se: o que eu quero mesmo da minha vida é dar aulas de Jiu-Jitsu? Se a resposta for positiva, com a mais plena convicção, o sucesso desse professor já tem um longo caminho percorrido.

Rickson analisa: “A satisfação profissional de beneficiar os alunos que passam pelas minhas mãos, tornando-se pessoas mais equilibradas, mais tolerantes, com mais autoconfiança e determinação para superar os problemas das suas próprias vidas, enfim, essa satisfação me traz uma gratificação profissional que não tem preço”. Quando o professor tem prazer no que faz, as dificuldades se tornam menores. O sucesso é apenas uma consequência do trabalho, da disciplina e da constante preocupação com o desenvolvimento do grupo num ambiente harmonioso e íntegro.

3. DESENVOLVER UM MÉTODO EFICIENTE

“No começo, o que vale é a repetição”, diz Carlos Gracie Jr. “Ensino meus alunos a repetir os golpes à exaustão, até que o movimento entre no subconsciente deles e assim possam aplicar a mecânica dos golpes de forma automática, sem pensar. Num segundo momento, quando as situações de luta se tornam mais complexas, tento estimulá-los a criar. Não sou o tipo de professor que dá todas as respostas, até porque muitas delas eu não sei. Estimulo os alunos a buscarem as respostas e, se não encontrarem, incentivo-os a desenvolver soluções próprias. Isso se chama criatividade, algo fundamental para um lutador. Na minha academia, não existe apenas um cérebro pensante. Existem vários cérebros em constante funcionamento, aprendo muito com os meus alunos e é com essa dinâmica de grupo que uma academia oferece o ambiente ideal para a prática do Jiu-Jitsu”.

 4. VENERAR A ESSÊNCIA DA ARTE

Aula de defesa pessoal de Pierino De Angelis pai de Muzio

Aula de defesa pessoal de mestre Pierino De Angelis, pai de Muzio, no Rio. Foto: Divulgação

“A defesa pessoal é um fundamento importantíssimo, o qual todo professor Jiu-Jitsu deve saber bem, para incluir no seu programa de aula”, ensina José Henrique Leão Teixeira, o “Zé Beleza”. Com toda a experiência de quem exibe o sexto grau na faixa-preta, Zé acrescenta: “A defesa pessoal ajuda o professor a instruir os alunos novos, que não têm prática nenhuma de luta, é um tipo de treino que introduz movimentos básicos de quedas, finalizações, condicionando o corpo do aluno a um equilíbrio específico de luta, o que vai ajudá-lo na prática do Jiu-Jitsu esportivo”.

Zé Beleza tem toda a razão, suas declarações seguem a mesma filosofia do saudoso grande mestre Helio Gracie. Veja o que o faixa-vermelha nos contou certa vez: “Quem precisa do Jiu-Jitsu é o cara franzino, apavorado, inseguro, indefeso. Já imaginou esse cara ter certeza de que não leva paulada, facada, pisão, soco, pontapé ou gravata? Ele aprende a sair de qualquer situação. Sua timidez desaparece, ele passa a acreditar em si mesmo. É como você ganhar um milhão de dólares de um dia para o outro. Ainda não encontrei um aluno que queira vender, por qualquer quantia, o que aprendeu comigo. Criei um veículo para dar segurança às pessoas. Por isso lamento quando os professores deixam a defesa pessoal de lado durante as aulas”.

5. CONCEITOS BÁSICOS DE ORGANIZAÇÃO

Professores de Jiu-Jitsu são obrigados a tomar decisões importantes, muitas vezes numa pequena fração de tempo. Portanto, quanto mais organizado for o professor, mais apto a tomar decisões acertadas ele vai estar. Zé Beleza faz uma lista de exigência aos professores que ele coordena em sua escola: “Comparecer nas reuniões de equipe, cumprir os horários das aulas e o cronograma semanal, chegar 30 minutos antes do início da aula, vestir sempre o kimono e organizar a sala de aula, zelar pela limpeza do ambiente, vestir-se adequadamente, manter atualizado o cadastro de todos os alunos (nome, endereço, telefone, e-mail), seguir as normas de conduta da escola, solicitando aos alunos atenção às normas”. Assim, o professor de Jiu-Jitsu passa a tomar suas decisões com muito mais personalidade, firmeza e segurança, mesmo nos momentos de pressão e adversidades, escolhendo sempre o melhor caminho a seguir.

Zé Beleza ensina alguns macetes: “Uma boa dica é escrever tudo que vai ser realizado ao longo do ano, como circulares, exames, torneios internos e competições esportivas, colocando toda a programação no papel, como se fosse um calendário esportivo da escola. Isso não é para ser divulgado entre pais e alunos, é um controle exclusivo do professor, que deve usar para sua organização pessoal, podendo fazer algumas modificações ao longo do ano”.

6. TRABALHAR EM EQUIPE, ENTROSAR O GRUPO

Na década de 1950, Carlos e Helio Gracie inauguraram o que ficou conhecido como “a melhor academia de Jiu-Jitsu de todos os tempos”. Mestre Helio costumava lembrar com brilhos nos olhos: “Compramos um andar inteiro num prédio da Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro. A academia era um colosso. Dávamos cem aulas particulares por dia. Tivemos 600 alunos por mês por mais de 20 anos”. Para que uma escola como essa funcionasse em sua plenitude, era fundamental que houvesse um trabalho de equipe eficiente e harmonioso. Os instrutores da academia (Carlson e Robson Gracie, Helio Vígio, Armando Wriedt, João Alberto Barreto…) eram supervisionados com rigor. “Eu acompanhava as aulas e fazia anotações. No final do dia, chamava todo mundo e levantava algumas questões. Os professores da minha academia eram muito bons. Mas se eu pegasse alguém falando ‘Fulano, deita’, eu anotava e corrigia. O certo era: ‘Senhor Fulano, faz o favor de deitar?’. O aluno tem que se sentir respeitado. Dávamos aulas para presidentes da República, ministros… Já pensou: ‘Deita, Figueiredo!’?”.

Zé Beleza reforça as palavras do grande mestre: “Nós, professores, devemos estar bem atentos a tudo. Nosso trabalho começa antes de o aluno entrar na sala aula, ajudando-o a amarrar a faixa, ensinando-o a se colocar junto aos amigos de treino e entrosando-o com a turma. O local de treino deve ser principalmente um lugar para construir boas amizades e criar confiança entre todos os alunos. A escola de Jiu-Jítsu não é só um local onde o aluno está aprendendo a lutar, mas também um espaço onde ele se integra através de um espírito de companheirismo e amizade”.

7. QUANTO MAIOR FOR A LIMITAÇÃO DO ALUNO, MAIOR DEVE SER A SATISFAÇÃO DE ENSINAR DO PROFESSOR

Grande Mestre Carlos Gracie certa vez escreveu: “O Jiu-Jitsu constitui a defesa natural do fraco contra o forte”. Helio dizia isso de forma mais descontraída: “As técnicas que desenvolvi são para o galinha-morta”. Ou seja, o que estimula a evolução e, sobretudo, a popularização do Jiu-Jitsu é essa magia capaz de fortalecer quem é física e psicologicamente desfavorecido. Quanto mais desfavorecido é o aluno, maior e mais instigante deve ser o desafio para o professor.

“Transformar uma criança tímida me utilizando dos fundamentos do Jiu-Jitsu é o que realmente me engrandece”, analisa Rickson.

8. ASSUMIR RESPONSABILIDADES

Jose Leao Teixeira o Ze Beleza e aluninhos faixa amarela em foto de Kazuo Yokoyama

Leão Teixeira, o Zé Beleza, com seus aluninhos faixa-amarela, no Rio. Foto: Kazuo Yokoyama

“Este sempre foi um dos principais conceitos dentro da academia Gracie e um dos fundamentos mais importantes que procuro passar aos professores da Escola de Jiu-Jitsu Leão Teixeira: Quando algum aluno não consegue executar a técnica que está sendo ensinada, não é ele quem está errando, somos nós, professores, que devemos buscar alguma variação do movimento proposto, para que o aluno execute a técnica com o máximo de eficiência”, ensina Zé Beleza. “É importante frisar isso, pois o professor deve estar atento em estudar e ensinar o Jiu-Jitsu de uma forma mais personalizada. Ensinar cada aluno a executar a sua própria tática de luta e, se necessário, alguma variação técnica, buscando assim o máximo de eficiência em todos os fundamentos. O professor tem total responsabilidade por isso e nunca pode desrespeitar o tempo e o jeito de cada aluno, principalmente nas turmas infantis”.

9. SERVIR COMO EXEMPLO

O professor deve entender que ele é, antes de tudo, um educador e a sua postura serve de exemplo para todos. Pequenos detalhes, como se apresentar de kimono limpo e bem arrumado, devem ser respeitados, assim como a consciência de que mesmo fora das aulas a postura e a atitude do professor estão sendo sempre avaliadas.

“Nunca vi meu pai um dia sem fazer exercícios físicos”, lembra Rilion Gracie, filho de Carlos. “Uma época ele passou seis meses indo todo dia ver o sol nascer no Cristo Redentor, onde meditava”. O exemplo de Carlos estimulou Rilion a seguir o trilho de uma vida saudável, bem disposta, disciplinada e harmonizada com a natureza.

10. TRANSMITIR CONHECIMENTO DE FORMA CLARA

Existem grandes campeões de Jiu-Jitsu que são péssimos professores. Saber executar golpes não significa que o faixa-preta saiba transmiti-los. Por isso, é importantíssimo desenvolver a arte da comunicação em paralelo com a arte do Jiu-Jitsu. A melhor comunicação neste caso é sempre a mais simples, a mais objetiva. Isso dá clareza ao que é transmitido, facilitando a assimilação do aluno ou dos pais do aluno. Criatividade e poder de persuasão também são requisitos necessários.

Vamos usar um exemplo prático. O pai de uma criança de 8 anos está em dúvida se deve matricular o filho numa academia de Jiu-Jitsu. O que você, como professor de Jiu-Jitsu, diria a esse pai? Fabio Gurgel, faixa-preta veterano e carismático, dá uma sugestão bacana, a qual está publicada no site de sua academia. Gurgel diria ao pai do garoto: “Como o senhor deve saber, uma coisa que vem aumentando muito nas escolas, clubes e locais de convívio infantil é o chamado ‘bullying’. Crianças são expostas a maus tratos psicológicos e às vezes até físicos. O Jiu-Jitsu faz com que a criança não seja o alvo desse tipo de violência, pois a autoconfiança gerada pelas técnicas de defesa pessoal faz com que o praticante tenha uma postura que naturalmente o afasta desse tipo de agressor”.

Seja sincero, caro leitor, se você fosse o pai do menino de 8 anos, você não entenderia com rapidez e clareza a importância que a arte suave tem na formação do garoto?

* Para encontrar uma academia para treinar e saber mais sobre a GMI, novo lançamento da equipe GRACIEMAG, clique aqui.


10 mandamentos para você que iniciou no Jiu-Jitsu há pouco tempo February 09 2015

A faixa-branca é a base para uma jornada sadia no Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação

A faixa-branca é a base para uma jornada sadia no Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação

Muitos leitores nos pedem dicas úteis para quem está apenas iniciando nos treinos de Jiu-Jitsu, e foi por isso que GRACIEMAG criou a seção fixa Página Branca, mensalmente nas bancas. (Clique aqui e saiba mais.)

Com o pensamento nesses leitores, nossa equipe hoje compilou dez dos principais mandamentos para jovens praticantes.

10 mandamentos para o jovem praticante de Jiu-Jitsu

1. Não amarrarás.

2. Não afrouxarás.

3. Não matarás treino por desculpas tolas.

4. Não farás uso do bate-estaca.

5. Não serás desleal com o seu mestre.

6. Não farás covardia.

7. Não contarás vantagem.

8. Não tardarás a soltar o golpe quando o adversário bater.

9. Não falarás sobre treino.

10. Não surrupiarás por engano o chinelo do companheiro.


10 frases para motivar você a treinar Jiu-Jitsu até a faixa-preta February 06 2015

Gene Pace, residente de Whittier, recebeu sua faixa-preta aos 78 anos na GB Costa Mesa.

O americano Gene Pace recebeu sua faixa-preta aos 78 anos. Foto: Don Leach/Daily Pilot (2012)

1. Jiu-Jitsu: melhor saber e não precisar, do que precisar e não saber.

2. ”Vitória sem sacrifício não vale de nada.” (Rolls Gracie)

3. Não há segredos no Jiu-Jitsu, é você que não fez a pergunta certa ao mestre.

4. Não treine ou malhe para exibir sua vaidade estética. O pavão de hoje é o espanador de amanhã!

5“Quando eu luto, eu sinto como se estivesse meditando.” (Roger Gracie)

6. Mais de 90% das brigas vão parar no chão. Você está pronto para uma agressão?

7. Saúde e bem estar não se conquistam com o apertar de um botão. Aposte na constância, não no imediatismo!

8. ”Eu não preciso me aprontar para uma luta, eu fico sempre pronto” (Conor McGregor)

9. Jiu-Jitsu é a arte de buscar ser um pouco menos imperfeito a cada dia que passa.

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De kimono e faixa-preta, Anderson Silva e Minotauro graduam alunos de Jiu-Jitsu December 16 2014

Ao lado de Minotauro, Anderson Silva discursa na graduação de Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação

Ao lado de Minotauro, Anderson Silva discursa na graduação de Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação

Mesmo com a agenda lotada por compromissos profissionais e pelos intensos treinamentos para enfrentar o norte-americano Nick Diz no UFC 183, que acontece no próximo dia 31 de janeiro de 2015, Anderson Silva reservou um espaço e participou no último sábado, dia 13, da cerimônia de graduação de Jiu-Jitsu da matriz do Team Nogueira, no Recreio dos Bandeirantes.

O ex-campeão dos médios do UFC teve a companhia do anfitrião Rodrigo Minotauro e dos lutadores Rick Monstro e Antônio Cara de Sapato durante o encontro, que marcou uma nova etapa na trajetória esportiva dos alunos da academia.

A presença do Spider agradou bastante a Rodrigo Minotauro, que fez questão de valorizar o esforço do amigo. Em sua opinião, a presença do campeão dá ainda mais força para que os alunos consigam atingir seus objetivos.

“A graduação é um dos momentos mais importantes para nós e para os alunos. É o momento quando todo o esforço e suor é recompensado. Por isso faço questão de estar sempre presente nas graduações de nossas academias. A presença do Anderson também foi muito importante, ele é um dos maiores ídolos do esporte mundial e um grande exemplo para todos. O Anderson é um incentivo muito grande para os nossos alunos, ainda mais neste recomeço de carreira que ele está tendo depois daquela grave contusão. A recuperação dele é uma grande lição de vida e de força de vontade para todos nós”, disse Minotauro.

Alunos da Team Nogueira escutam com atenção as palavras de Anderson, ao lado de Minotauro e Cara de Sapato. Foto: Divulgação

Alunos da Team Nogueira escutam com atenção as palavras de Anderson, ao lado de Minotauro e Cara de Sapato. Foto: Divulgação

(Fonte: Assessoria de imprensa)