Sul-Americano: Cássio Francis e o detalhe do estrangulamento aprendido com Tererê November 22 2013

Cassio Francis da Gracie Barra venceu o absoluto no SP Open da IBJJF Foto VF

Cássio Francis, campeão do Sul-Americano de Jiu-Jitsu. Foto: Vitor Freitas/ GRACIEMAG

Campeão sul-americano peso pesado, Cássio “Cassão” Francis (Gracie Barra) foi o único a surpreender o campeão absoluto do evento da CBJJ, realizado no último fim de semana em Florianópolis. Como ele fez? GRACIEMAG foi saber, e colheu as melhores lições do faixa-preta após o Sul-Americano 2013.

GRACIEMAG: Para você, a medalha de ouro no Sul-Americano da CBJJ foi fruto de quê?

CÁSSIO FRANCIS: Procurei comer bem, na hora certa, e relaxar para chegar inteiro no dia da competição. Durante a preparação, fiz pilates para ficar com o quadril mais solto e forte. Acabei não lutando o absoluto, pois minha equipe decidiu colocar o André e o Hugo Britto na disputa. Estava confiante para o aberto, mas não dependia só de mim. Então resolvi voltar toda atenção para fazer uma força extra no meu peso e deu certo. Fui campeão.

Na final, você estava perdendo para o Tarcísio Jardim (Checkmat) até os 9 minutos de luta, mas conseguiu reverter com um estrangulamento. Qual foi o detalhe para pegar as costas do Tarcísio?

Fiz uma raspagem e acabei indo para as costas, e nesse momento fui trabalhando as pegadas do estrangulamento. O detalhe do estrangulamento eu peguei vendo o Fernando Tererê lutar, quando eu ainda era faixa-azul de Jiu-Jitsu. Sempre que ele pegava a gola, ele dava uma dobrada nela para ficar com o arrocho mais firme. E foi isso que eu fiz para finalizar. Desde que vi essa finalização nunca mais parei de fazer.

Que lição você aprendeu durante o torneio?

A lição foi básica, mas muito eficiente. A luta só termina quando o juiz apita [risos]. Mas acho que o macete é aquele de sempre: treinar muito. Busco sempre rolar com o cara que mais me complica na academia. Se ele é um bom passador, eu puxo para ver o que dá. E se eke é bom de guarda eu tento passar. Busco ser o último a sair do tatame todos os dias.