Em Terê, Pé de Chumbo entra na luta pelos autistas com ajuda do Jiu-Jitsu July 08 2016

03 – Caio Almeida e Delson Pé de Chumbo são dois dos principais destaques da Guerra Daniel Amaral)03 – Caio Almeida e Delson Pé de Chumbo são dois dos principais destaques da Guerra Daniel Amaral)

Pé de Chumbo (direita) vai fazer luta especial pelas crianças com autismo e jovens deficientes. Foto: Daniel Amaral/Divulgação

Como todo praticante de Jiu-Jitsu sabe, a qualquer boa ação corresponde uma reação. É por isso que o astro do Jiu-Jitsu e do MMA Delson “Pé de Chumbo” Heleno não pensou duas vezes, e topou fazer uma luta de apresentação em sua Teresópolis natal, no próximo dia 16 de julho.

No ginásio Pedro Jahara “Pedrão”, Pé de Chumbo vai “duelar” de kimono com crianças autistas da academia Pitbull, durante o torneio Teresópolis Open.

“Teremos pela primeira vez aqui na cidade lutas de Jiu-Jitsu adaptadas para a inclusão de alunos portadores de autismo e de deficiências físicas. Os alunos autistas fazem parte do projeto da Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura de Teresópolis, que conta com aulas gratuitas para crianças de 6 a 17 anos em vários esportes, como o Jiu-Jitsu”, conta o professor de educação física e Jiu-Jitsu Walter Medeiros.

Segundo o professor Walter, a autoestima é um componente mágico na integração do jovem autista com seus familiares e amigos, e nada melhor que o treininho de kimono para ajudar os alunos com inabilidade para interagir socialmente, uma das características do autismo.

Além disso, o Jiu-Jitsu ajuda corpo e mente a combater a dificuldade no domínio da linguagem, melhora a comunicação e o comportamento, e promove uma maior compreensão do aluno sobre o mundo a partir do aprendizado das regras e técnicas.

“A prática do Jiu-Jitsu proporciona a melhora do relacionamento entre pessoas, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio, estimula a fala e o repertório motor. O Jiu-Jitsu provoca interação e o contato físico, aspectos que o autista geralmente tem forte aversão. A criança que é tratada com esporte e não somente com medicamentos pode ter uma evolução mais rápida, e mais humana”, ensina Walter Medeiros.