Após vitória em Abu Dhabi, Vitor Shaolin mira título do Mundial de Masters August 24 2016

Shaolin estará em ação mais uma vez em torneio da IBJJF. Foto: Reprodução

Shaolin estará em ação mais uma vez em torneio da IBJJF. Foto: Reprodução

Vitor Shaolin sempre foi muito focado, dedicado e determinado, e assim ele atingiu todas as metas que traçou para a sua carreira. No Jiu-Jitsu, foi tricampeão mundial – duas vezes entre os leves e uma entre os médios. No MMA, foi campeão do Shooto, na sua época o maior evento de MMA para pesos leves do mundo. Após se aposentar dos ringues, o faixa-preta de André Pederneiras resolveu retomar sua carreira nos tatames. Aos 37 anos, seu objetivo continua sendo o mesmo: ser campeão.

Embalado pela vitória sobre o bicampeão mundial Daniel Moraes no Legends, evento realizado em Abu Dhabi em abril deste ano, Shaolin garante que vai entrar focado e determinado a conquistar o título do Mundial de Masters, agendado para os dias 25, 26 e 27 de agosto em Las Vegas, Nevada. Shaolin, que irá disputar a categoria leve da divisão master 2, concedeu uma entrevista exclusiva à GRACIEMAG e falou sobre seus treinos, objetivos e sua motivação para o campeonato.

GRACIEMAG: O que te motivou a participar do Mundial de Masters?

Vitor Shaolin: Tinha acabado de lutar em Abu Dhabi, me senti bem na competição e isso me motivou bastante. Quando cheguei na academia e vi a galera treinando e resolvi me inscrever. Vi que tinha tempo para treinar também e fui no embalo. Esse ano o campeonato deve ser maior, a IBJJF deve fazer uma homenagem aos 10 anos da morte do Carlson Gracie, e isso também me motivou a querer participar deste evento. Acho que juntou tudo isso e eu acabei decidindo me inscrever.

Você sempre foi muito competitivo. Entra com esse mesmo foco para esse torneio?

Sempre fui muito competitivo mesmo, nunca treinei só para participar, sempre treinei para ser campeão e não vai ser diferente agora. Estou focado, com a mesma cabeça que sempre entrei para todas as competições, seja de kimono, sem kimono ou no MMA. Não consigo imaginar uma pessoa que vai para a competição para pegar experiência. Meu objetivo é entrar focado para dar tudo certo no dia da luta e sair com a vitória.

O que você mais sente saudade da época em que lutava? Acha que o Mundial de Masters é uma oportunidade de reviver grandes momentos?

O que eu mais sinto saudade é desse processo antes de competir, de buscar melhorar em alguma coisa, ficar mais rápido, mais condicionado, fazer dieta e ver o seu corpo mudando. Essas descobertas pré-competição que no dia a dia você não percebe tanto. Eu sentia falta disso, por isso voltei a competir. Não sei se vou ficar lutando em vários campeonatos, mas neste, especificamente, será uma grande oportunidade de encontrar uma galera e reviver bons momentos.

Veremos você competindo mais vezes de kimono?

Competir de kimono sempre foi a minha paixão. Eu sabia que quando me aposentasse do MMA eu ia voltar a me dedicar ao kimono. Aparecendo o evento certo, sendo em uma data legal, por que não? Claro que agora é diferente de quando eu tinha 20 anos, que era só treinar, comer e dormir, mas eu quero lutar pelo menos três vezes ao anos, seja em campeonatos ou em superlutas.