Campeão, Cachorrão reforça seu amor pelo Jiu-Jitsu e comenta evolução do chão de Frankie Edgar November 06 2013

Ricardo “Cachorrão” Almeida em ação no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade/GRAIEMAG

O faixa-preta Ricardo “Cachorrão” Almeida, de 36 anos, colecionou títulos no MMA e um cartel com 13 vitórias e cinco derrotas. As glórias, no entanto, continuam, graças a uma mente cada vez mais disposta a aprender e botar seu Jiu-Jitsu à prova.

Foi o que o carioca radicado em Nova Jersey realizou no último fim de semana, quando venceu o Mundial Sem Kimono, no meio-pesado sênior 1.

Sem querer saber de curtir as glórias no sofá, o professor de Frankie Edgar ainda tem mais quatro semanas de gravação do “TUF 19”, no qual seu pupilo encara BJ Penn ao término do reality show.

Cachorrão comentou esse e outros assuntos com GRACIEMAG, após triunfar na Pirâmide de Long Beach:

GRACIEMAG: Que lição você aprendeu após pegar sua medalha de ouro no Mundial Sem Kimono 2013, Ricardo?

RICARDO CACHORRÃO: Eu amo o Jiu-Jitsu hoje como no meu primeiro dia. Adorei fazer parte dessa festa que é um Mundial de Jiu-Jitsu. Foi meu primeiro campeonato na Pirâmide, e vou levar muitas memórias inesquecíveis desse dia. Meu irmão, Flávio Cachorrinho, veio de uma cirurgia no joelho na semana do campeonato, e mesmo assim estava lá berrando muito para mim de sua cadeira de rodas. E ver meu irmão assim me deixou assustado, tenho muitos compromissos e responsabilidades e pela primeira vez entrei no tatame com receio grande de me machucar. Se o Jiu-Jitsu não for usado com muita precaução e respeito, pode ser danoso a todos, inclusive aos campeões.

Como foi sua final, contra o Fábio Alexandre, da Carlson Gracie?

Sabia que o Fábio é juiz da IBJJF, conhece bem a regra e tem uma meia-guarda forte. Tentei lutar sem errar. Uma disputa de cinco minutos torna bem complicado se recuperar de um erro, então joguei no erro dele. Quando ele me deu espaço, marquei vantagens e em seguida os pontos. Quando já dava para eu começar a soltar o jogo, o tempo acabou. Acho que lutei razoavelmente bem, dentro do jogo e das regras necessárias para ganhar um campeonato.

Você está gravando o próximo “TUF” no time de Frankie Edgar. O que tem aprendido por lá?

É uma rotina frenética de dois treinos por dia e duas lutas por semana, uma em cada peso. É uma experiência única e bem interessante. Ainda temos mais quatro semanas de gravação.

Frankie venceu BJ duas vezes por decisão unânime, em 2010, fazendo valer seu boxe e movimentação. Como está o Jiu-Jitsu dele para surpreender no desfecho da trilogia?

Frankie ama Jiu-Jitsu e está cada dia mais duro no chão. Vai pegar a faixa-preta agora no fim do ano. Acho que vai ser um lutão. Sou muito fã do BJ, é um dos maiores talentos do MMA. Mas acredito que o Frankie colocou muito mais horas de tatame e treinos do que o BJ nos últimos anos. Frankie sempre evolui muito tecnicamente entre suas lutas. Vai ser aquilo, o talento do BJ contra a garra e a persistência do Frankie.