FREE SHIPPING to the U.S. on ALL ORDERS!

Uma breve história das faixas no Jiu-Jitsu

Colaborador de sua revista de Jiu-Jitsu favorita, o pesquisador Willian von Söhsten remontou a saga das faixas no nosso esporte, numa recente edição de GRACIEMAG. Para ler artigos como este todo mês, assine logo a revista, aqui.

Confira a seguir o artigo de Willian, que é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica, e é faixa-preta de Cícero Costha e professor de Jiu-Jitsu na academia Team Nogueira.

********

Você sabe como nasceu o uso das faixas? Foto: GRACIEMAG

Você sabe como nasceu o uso das faixas? Foto: GRACIEMAG

Quem nunca ouviu dizer que faixa só serve para amarrar o kimono? Pois, a princípio, é verdade. O obi (faixa) é acessório milenar usado para ajustar o keikogi (vestimenta de treino), também chamado simplesmente dogi (vestimenta do caminho, escolhido) ou mais especificamente jiujitsu-gi (vestimenta do Jiu-Jitsu).

Porém quando se fala em faixa com o sentido de atribuir qualidade técnica aos artistas marciais, através do uso de kyu (a famosa graduação colorida da faixa) ou dos dans (atribuídos aos que atingiram a faixa preta), a prática tem pouco mais de um século.

Cabe lembrar que o Jiu-Jitsu brasileiro utiliza nomenclaturas diferentes em certos casos, como o grau ao invés de dan. Interessante é observar que foi com Jigoro Kano, fundador do estilo Kodokan, que por volta de 1883 o obi passou a diferenciar os mais graduados. No início havia o faixa-branca e o faixa-preta e por muito tempo foi assim. Artes orientais tradicionais como o aikido até hoje mantêm este padrão de graduação.

Foi com a influência ocidental e a necessidade de equiparar lutadores competitivos na organização de torneios que a graduação por cor se tornou habitual. Cada modalidade marcial difere nas cores adotadas e no número de faixas que o aluno deve perseguir até conquistar a faixa-preta.

Visualmente percebe-se que a faixa tende a escurecer, demonstrando que com o tempo o branco ganha pigmentação, experiência, técnica e destreza.

No Jiu-Jitsu foram adotas as cores branca, azul, roxa e marrom, com prazo indeterminado para a primeira troca de faixa, mas devendo ser respeitado o tempo mínimo de permanência nas demais (dois anos, um ano e meio, e um ano, respectivamente). Há também a utilização de outras cores para os mais novos, como o cinza, amarelo, laranja e verde.

Concluído o ciclo de aprendizagem inicial, pois passamos a vida toda aprendendo, o artista marcial ingressa na faixa preta onde passará a ser consagrado com graus em sua faixa. Como é costume na maioria das modalidades de luta oriental o último dan, o décimo em geral, é reservado aos fundadores da arte. No Jiu-Jitsu o décimo grau segue a mesma tradição, sendo destinado a pioneiros da arte como Carlos Gracie, George Gracie, Oswaldo Gracie, Gastão Gracie, Helio Gracie, Julio Secco e Armando Wriedt, bem como o japonês Conde Koma.

Para os reles mortais está ao alcance o nono grau, alcançado por aqueles com 48 anos de faixa-preta, passando antes pela coral (vermelha e preta) seguido pela vermelha e branca.

Por fim, duas tradições estão sempre em pauta nos dojôs afora: a ponteira deve ficar para o lado esquerdo e a faixa jamais deve ser lavada.

Sobre a primeira, cabe explicar que nem todas as artes marciais fazem o uso de ponteira em todas as faixas. No Jiu-Jitsu, desde a branca até a vermelha, prega-se o uso de uma ponteira. Nos obi coloridos é comum o uso de até quatro graus, que servem, principalmente, para o professor se orientar sobre o período em que o aluno está naquele estágio. A ponteira para o lado esquerdo está associada a uma antiga tradição oriental do século 10, quando os samurais posicionavam suas katana e wakisahi do lado esquerdo do corpo para desembainhá-las com a mão direita.

A polêmica mesmo está no ato de lavar ou não a faixa. Com o treino ela fica suja, encardida, rasgada, mas ao mesmo tempo aumenta a relação afetiva que o lutador tem por sua obi. O samurai atribuía às suas armas de combate uma forte relação espiritual de modo a acreditar que parte de sua alma e técnica estavam depositadas no seu instrumento de guerra. Muitos, por perceberem sua evolução técnica atrelada a sua faixa, depositam nela um carinho muito grande, como se fosse uma extensão de sua alma. Assim, quando se lava a faixa, para alguns, é como enxaguar seu conhecimento.

E você amigo leitor, lava ou não lava sua faixa?

Older Post
Newer Post
Close (esc)

Popup

Use this popup to embed a mailing list sign up form. Alternatively use it as a simple call to action with a link to a product or a page.

Age verification

By clicking enter you are verifying that you are old enough to consume alcohol.

Search

Shopping Cart

Your cart is currently empty.
Shop now

Net Orders Checkout

Item Price Qty Total
Subtotal $0.00
Shipping
Total

Shipping Address

Shipping Methods