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Leandro Lo comenta vitória no Mundial de Jiu-Jitsu e fala sobre Marcelinho Garcia

Leandro Lo em ação no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto:

Leandro Lo em ação no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade

Para a maioria das pessoas, parece que Leandro Lo veio do nada e caiu bem em cima da divisão leve e médio. Agora, três vezes campeão mundial na faixa-preta, Lo, que começou a ser notado pela comunidade do Jiu-Jitsu em 2011, quando brilhou nas seletivas para o WPJJC no Brasil, já tem status de estrela. No evento principal em Abu Dhabi, Leandrinho venceu caras do calibre de Davi Ramos, Michael Langhi, e Celsinho Venicius, para levar a categoria até 74kg.

Professor de Lo desde a faixa-branca, Cícero Costha lembrou do início do aluno em uma entrevista para GRACIEMAG em 2011: “Ele leva uma hora e meia de ônibus de sua casa para à academia. Ele é um exemplo de dedicação ao Jiu-Jitsu”. Lo é outro talento forjado por Cícero em seu projeto social, em São Paulo, que introduz crianças carentes a arte suave.

Aos 25 anos, o paulista tem a intenção de competir no Jiu-Jitsu por mais sete anos, como ele mesmo diz para GRACIEMAG: “Competir é o que eu amo fazer, então quero competir talvez até meus 32 anos. Até lá, vamos ver quantas vezes vou ganhar”.

Dono de uma guarda aberta quase intransponível, Lo é modesto ao analisar suas próprias qualidades: “Não acho que minha guarda é praticamente intransponível. É que os caras do meu peso são finalizadores ou guardeiros, então por isso tem trocas de raspagem”.

Um cara que não conseguiu passar a guarda de Lo foi o bicampeão mundial Otavio Sousa, na final do peso médio. Leandrinho recordou da luta contra o faixa-preta da Gracie Barra e revela que quase bateu no braço em um dos ataques de Otavio: “Foi uma guerra, de fato. Ele estava mais forte e com bons ataques, foi uma luta difícil demais. Teve uns ataques que pegou mesmo de quase eu bater, mas na final a gente tem que segurar mais um pouco. Ele se esforçou muito ao atacar o braço e no final vi que ele estava bem cansa, e eu também, mas graças a Deus consegui colocar um ritmo para passar a guarda”, conta.

No Mundial 2014, Leandro Lo tentou a sorte mais uma vez no absoluto e fez todo caminho até as oitavas de final, quando perdeu para Keenan Cornelius (Atos). Ele comentou por que se inscreve para a divisão aberta para todos os pesos: “Gosto de me testar e ainda quero ser campeão mundial absoluto. Claro que é muito difícil, estão chegando caras cada vez mais duros e vai ficando pior, mas quero ganhar. Ano após ano vou vendo o que tenho que melhorar para chegar preparado”, diz.

Penta campeão mundial nos médios e tetra do ADCC, Marcelinho Garcia também gostava de lutar com os atletas mais pesados no absoluto. Como seria um combate entre Marcelinho e Leandrinho? “Eu nunca pensei em um uma luta com ele. Marcelinho é um dos caras mais sinistros do Jiu-Jitsu e eu o admiro muito. Acho que ele iria me amassar. Eu não duvido que ele estará de volta no topo. Muitas vezes, ele fez uma pausa e voltou a vencer”.

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