Com quatro ouros no peito, Jacaré lista suas lições no Melbourne Open de Jiu-Jitsu December 05 2013

Daniel "Jacaré" Almeida, campeão absoluto. Foto: Mike Calimbas/ Divulgação

Daniel “Jacaré” Almeida, campeão absoluto. Foto: Mike Calimbas/ Divulgação

O faixa-preta Daniel “Jacaré” Almeida conquistou quatro medalhas de ouro no Melbourne Open de Jiu-Jitsu, no último fim de semana, nas disputas com e sem kimono. Confira o que ele aprendeu:

GRACIEMAG: Primeiramente, que lições você aprendeu ao vencer o torneio da IBJJF na Austrália?

DANIEL ALMEIDA: Eu converso muito com meu treinador, o Bruno Bastos, mesmo ele morando nos EUA e eu na Austrália. Eu falo quase todo dia com ele e o mesmo me pediu para jogar um pouco mais na antecipação, para frente sempre, pois o Jiu-Jitsu de hoje em dia está muito ofensivo.

Você não teve oponentes na categoria, mas brilhou no absoluto. Como foram as vitórias sobre o Lucas Santana (Legacy)?

Na disputa sem kimono eu tentei não deixar ele solto por ser mais leve. Tentei chegar na meia-guarda e botar as costas dele no chão, e devagar fazer o velho katagatame, que toda a nossa galera do MMA da Nova União faz. Já de kimono, eu fiz uma posição que aplico há muito tempo, tentando passar a meia guarda e obrigando o meu adversário a virar de quatro apoios. Com isso, faço um estrangulamento cruzado nas costas. Consegui finalizar o Lucas assim. O detalhe do estrangulamento é sempre a primeira pegada, esta tem que estar bem encaixada e a outra apenas vêm para dar mais pressão. Se fizer a primeira pegada bem o resto é mole.

Daniel, outra virtude sua no torneio foram as passagens de guarda. Qual é o detalhe para passar bem?

O quadril é tudo. Acho que meu quadril é muito pesado e isso ajuda um pouco, mas tem que sempre tentar posicionar o quadril no lugar certo e pesar bem. Tento sempre ganhar passo a passo, não perdendo nenhuma pegada, para não dar espaço para o adversário repor a guarda. Lembre-se: o quadril é chave para passar bem.