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Para Michael Langhi, o bom guardeiro no Jiu-Jitsu precisa ser como um lutador de boxe

Michael Langhi na final com Rollo no Europeu 2015

Michael Langhi em ação no Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade

Michael Alexandre Langhi é um dos craques escalados no Brasileiro de Jiu-Jitsu, que já ocorre a todo vapor em Barueri, São Paulo.

Antes de entrar em ação no torneio da CBJJ, o bicampeão mundial conversou com GRACIEMAG e revelou três erros que prejudicam o bom guardeiro no Jiu-Jitsu.

A seguir, os valiosos macetes do peso leve da Alliance.

1. Perca o medo do amasso

“O primeiro inimigo é o medo de tomar amasso. Muitas pessoas desistem da guarda, pois no começo, quando não temos ainda um bom controle, acabamos tomando alguns amassos. Então, por conta de não estar em uma situação de conforto, acabam desistindo deste fundamento tão importante no Jiu-Jitsu. Perca o medo”, ensina Langhi.

2. Use o quadril

“Quando falamos em guarda, principalmente guarda-aranha, o quadril é um dos principais quesitos a ser trabalhado. É preciso ter um quadril ativo, pois isso ajuda a defender e a criar oportunidades de raspagens e finalizações. Para isso, costumo dar o exemplo do boxe. Se ficarmos parado somos alvo fixo, é mais fácil de sermos atingidos. Mas, se pendularmos a cabeça e usarmos a esquiva, nos defendemos melhor. No Jiu-Jitsu é a mesma coisa, quanto mais eu movimento meu quadril mais confundo meu oponente, e mais fácil fica minha defesa. Com o quadril ativo não sou um alvo fixo, e mais efetivo é meu ataque”, destrincha o paulista.

3. Pegada forte

“A pegada, por fim, é um elemento muito importante. Uma pegada forte deixa você tranquilo para trabalhar com um bom domínio. Assim como o judoca procura fazer uma pegada dominante, na guarda esse fundamento também é importante. Um grande erro que acontece é na primeira toureada que tomamos, quando temos o instinto de soltar as pegadas para empurrarmos o oponente. Isso acaba facilitando a estabilização da passagem. Já se usarmos o recurso da pegada, seguido da fuga de quadril, a defesa vai funcionar melhor. Por isso na guarda aberta é crucial termos pelo menos uma das mangas do oponente dominada: a outra pode variar para a gola, calça, gola cruzada etc”, encerra o ídolo.

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