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Quais são os 3 principais erros que sabotam o seu Jiu-Jitsu?

Tarcísio Jardim em ação no Sul-Americano. Foto: Túlio Aurélio/ Divulgação

O atleta peso pesado Tarcísio Jardim em ação no Sul-Americano. Foto: Túlio Aurélio/ Divulgação

Faixa-preta da Checkmat, Tarcísio Jardim voltou do Europeu de Jiu-Jitsu com o bronze no absoluto e a prata na peso, e já tem planos para este fim de semana. Vai acompanhar seus alunos no Brazil Pro em Natal, torneio que vai oferecer 17 pacotes aéreos e com estadia para Abu Dhabi, durante o WPJJC 2015. Tarcísio optou por não competir para recuperar o joelho, além de descansar a carcaça para seminários que tem marcado no início de fevereiro.

Professor atento, Tarcísio conversou com GRACIEMAG sobre o progresso dos alunos do Jiu-Jitsu, e que atitudes sabotam nossa evolução no dojô.

“Existem vários pontos que atrapalham um pouco a evolução do nosso jogo. Buscar compreender as próprias falhas individuais é um processo lento, mas útil para a evolução de cada lutador. Hoje em dia, com a experiência que tenho como professor detecto muito mais rápido esses erros, os meus e o dos alunos”, reflete o faixa-preta da Checkmat, que a seguir, aponta os três principais erros que podem sabotar o nosso Jiu-Jitsu, na sua visão:

1. Desculpas x assiduidade
“O primeiro e principal erro dos alunos é não manter a constância nos treinos. Estar sempre presente na academia, treinar cerca de quatro vezes por semana e manter o ritmo é o maior aliado de quem quer progredir. A arte suave é um esporte muito complexo, que exige raciocínio rápido, quase automático e se você sucumbir às desculpas e não treinar sempre, as posições sempre ficam a meia velocidade, o que prejudica a eficácia da técnica”, opina Tarcísio.
2. Treine com a mente de um competidor
“Uma coisa que eu sinto ter me atrasado muito foi não treinar com a cabeça de competidor. Essa história de que treino é uma coisa, competição é outra, é um erro. A gente pratica no treino a técnica e a movimentação que vai precisar na hora da competição – ou na hora que precisar se defender, por exemplo. Não ache que você vai treinar todo dia sem se botar a teste, e que na hora H vai conseguir realizar aquela técnica do nada. Não sai assim na hora, por isso você precisa repetir e repetir. Sua mente durante o treino precisa estar focada no combate, para que na hora H você execute a posição sem precisar nem pensar, instintivamente”, reflete ele.
3. Trace um plano de jogo
“Tenha sempre em mente um cronograma de luta. Sempre faço isso, e digo aos meus alunos para fazerem. Durante a luta, você deve ter um mapa mental do que vai fazer em cada situação que se encontrar. Por exemplo: sempre que meu adversário estiver em minha meia-guarda, vou fazer aquelas mesmas posições que sempre faço no treino; caso não consiga, e o meu adversário se afastar, já tenho aquele outro plano em mente – por exemplo, usar a guarda-aranha; caso eu execute a raspagem, já vou me arrumando por cima, observando o que ele vai tentar e como vou passar, e por aí vai. Essa é a maior falha que observo em todas minhas viagens para seminários e treinos fora, principalmente nas faixas coloridas: falta um plano de jogo, uma tática definida na cabeça. Na preta você já observa que cada lutador tem seu arsenal pronto e bem montado”, explica Tarcísio.
E você, amigo leitor? Descobriu alguma falha que sabotasse seu Jiu-Jitsu? Como fez para corrigir o problema? Comente com a gente.
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